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quarta-feira, 24 de outubro de 2018

Pedra Angular



Pedra Angular, Pedra de Esquina       Sign.:A pedra angular era a pedra fundamental utilizada nas antigas construções, caracterizada por ser a primeira a ser assentada na esquina do edifício, formando um ângulo reto entre duas paredes. A partir da pedra angular, eram definidas as colocações das outras pedras, alinhando toda a construção. O significado de 'pedra de esquina' é decorrente do fato de não haver  concreto armado na época, e uma pedra era talhada para ficar como ângulo entre duas paredes, devendo ser bastante resistente para sustentá-las, demarcando o local.
   Pedra Angular (Wikipédia): O termo em português pedra angular decorre de dois outros da língua italiana: 'chiave di' volta e 'pietra d'angolo'. Originalmente, ambos se referem a uma pedra em formato de uma cunha trapezoidal que é colocada no centro de um arco com a função de balancear as forças concorrentes apostas de atuam em um arco, ou seja, a pedra angular não apoia nem sustenta peso algum, sua função é equilibrar a queda dos semicírculos opostos que se apoiam sobre as colunas que compõem um arco. Com o passar dos anos e com a sofisticação dos processos construtivos, ganhou adornos em sua parte externa unicamente por razões decorativas e não estruturais. 
   Na Bíblia, em algumas traduções, encontramos essa passagem como pedra angular (Salmos 118:22 NVI) e em outras com pedra de esquina (Salmos 118:22 ACF). Qual das duas  devemos ter como alusão a Jesus Cristo como pedra fundamental? Claro que nas duas! Na passagem  em Isaías há a mesma diferença de tradução como pedra de esquina (Isaías 28:16 ACF) e como angular (Isaías 28:16 NVI) (Lucas 20:17) (Marcos 12,1-12) (Mateus 21:42). No versículo 11 do capítulo 3 da carta aos Corintios (1 Corintios 3:11), Paulo faz referência a Jesus Cristo como o alicerce ou fundamento e, voltando ao versículo 16 do capítulo 28 do livro de Isaías, palavra messiânica (Isaías 28:16), o texto também faz referência a uma pedra  assentada em Sião, firme e fundada, sugerindo que tudo mais seria construído sobre essa pedra. Essa pedra seria hoje como as colunas mestras de sustentação de uma construção; sem ela, todo o edifício fica frágil e com facilidade para ruir.
    Na nossa vida também é assim. Podemos fazer o que quisermos, pois tudo nos é lícito; e se fizermos bem feito, teremos bons resultados, mesmo quando a pedra de sustentação são os nossos desejos, nossas vontades, nossos objetivos pessoais, pois a mesma chuva que cai sobre o que teme a Deus, cai sobre aquele que não o teme (Eclesiastes 9:2). A diferença é que a pedra de sustentação, quando é de cunho pessoal, ela é fraca, sem um propósito sustentável por Deus, e sem a sustentação dEle, isto é, não fazendo parte dos Seus objetivos, acaba se esvaindo, desgastando com o tempo, pois não tem de um propósito maior e também não terá continuidade. Com Jesus Cristo como pedra angular, de esquina, assentando-a em tudo em  nossa vida, os nosso objetivos passam a ter uma razão de ser e um propósito na Missão, o qual talvez mesmo nem nós saibamos qual, mas terão diretrizes firmadas pelo Espírito Santo; de forma que quando o que fizermos for posto à prova, terá sustentação, pois a "pedra" na qual nos apoiamos é firme como uma rocha (Isaías 26:4) e, quando acabarmos a nossa parte no todo, outro virá e dará continuidade, pois o que fizemos será parte da missão maior de Deus (Atos 5-34-39).

Louvor: Prioridade 💓 (Midian Lima)

Que Jesus Cristo seja a "Pedra Fundamental" em tudo o que fizermos.

Graça e Paz do Espírito Santo!!!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

POR QUE CLAMAR a DEUS?

Por que Clamar a Deus?


"Na minha aflição clamei ao Senhor; gritei por socorro ao meu Deus. Do seu templo ele ouviu a minha voz; meu grito chegou à sua presença, aos seus ouvidos."                                Salmos 18:6

     Clamar; significado: v.t.d. e v.t.i. Rogar; pedir insistentemente.
          Clamar é sinônimo de: exigir, vozear, vociferar, gritar, conclamar, bradar, berrar, ulular, reclamarprotestar, instar
         Clamor é o ato ou ação de clamar, de bradar, ou seja, de dizer algo em voz alta. É um substantivo masculino que nomeia a ação de suplicar, de fazer uma queixa, um lamento ou ainda uma reclamação e um protesto, de forma insistente ou aos gritos.
       Existem momentos turbulentos em nossa vida, tão pesados e de tal tensão em que a vontade é a de dar um fim a tudo. Momentos estes em que nos sentimos aflitos, mas tão aflitos, que não conseguimos ver, sequer, 'uma luz no fim do túnel' e, mesmo esta estando lá, estamos cegos, totalmente cegos para  descortiná-la.  E, então, sabe aquele 'ponto na curva' (no Brasil, chamamos ponto na curva a um ponto de parada de ônibus bem no meio de uma curva na rua ou estrada, de forma que você não consegue passar porque não sabe o que vem, e fica parado esperando até que o ônibus volte a se movimentar novamente, pois tem outros atrás de você impedindo o seu retorno), acontece!!! Tudo emperra, nada anda, nada se conclui, um imenso desastre. Instala-se o verdadeiro caos na nossa vida!!! E, provavelmente, outras pessoas ao nosso redor estejam sendo afetadas por este momento de desespero. 
      Em Salmos 13:1Salmos 57:1,2, o salmista está em algum desses momentos de tamanha angústia, aflição e perigos, que até mesmo questiona a Deus se este o teria esquecido e clama a Ele por socorro (Salmos 18:1-2). O salmista clamou a Deus "em voz alta" (Salmos 3:4). Clamar é um pedido de "SOS" ao Deus que é a nossa bandeira: YHWH-Nissi (Jeová Nissi)!!! Não é demérito, vergonha ou desprestígio para ninguém fazer um pedido de socorro.  Se você fratura uma perna, algum osso ou se machuca gravemente, há um sentido de urgência e você corre para o hospital para logo ser tratado, não fica escondido em casa, com vergonha do que aconteceu, esperando a ferida cheirar mal!!!
     Moisés clamou a YWHW pelo povo, quando Deus estava decido a exterminá-los por sua desobediência e obstinação e Deus, ouvindo o clamor de Moisés,  mudou a Sua sentença (Números 11:2, Exodo 32:11). Jesus incitou aos discípulos a clamar a Deus insistentemente usando a parábola da 'viúva e o juiz iníquo' (Lucas 18: 1-7).  Quando Jeremias estava encarcerado no pátio da guarda, o Senhor se revelou a ele incitando-o a clamar (Jeremias 33:3). O profeta Jonas clama a Deus, de dentro de um peixe, em completo desespero (Jonas 2:1,2), na iminência de morte. Pedro, quando afundou após andar poucos passos sobre as águas, clamou a Jesus: "Senhor, salva-me!!!" (Mateus 14:29,30). O cego de Jericó clamou e, como clamou!!! (Marcos 10:47-48). Quando clamamos, não só Ele nos ouve, mas como também sente as nossas dores, nossa angústia e move céus e terra ao nosso favor (2 Samuel 22:7,8)
     Mas, quando clamar, note que há necessidade de se libertar de tudo o que te prenda as circunstâncias (Marcos 10:50); reconhecer a total autoridade de Deus, de que Ele é soberano (Marcos 10:47); ter fé e humildade (2 Cronicas 7:14); ter confiança de que Ele é poderoso o bastante para reverter qualquer situação, mas no Seu tempo, da forma que Ele quiser e para a Sua glória (2 Reis 20:2-6); ter esgotado todas as possibilidades de toda e qualquer situação humana ainda poder resolver o problema  entregando-o totalmente nas mãos de Deus (Mateus 19:26).    
     O nosso Deus é um Deus misericordioso e perdoador. Quando em angústia, passamos um  tempo moídos pelo remorso e revolta (contra si mesmo) e inertes feito cachorro morto; alguns, a angústia é a tal ponto que tiram até a sua própria vida como alivio de sua dor, culpa e sofrimento. O arrependimento verdadeiro, gerado por um coração contrito, e não o remorso, é a chave para o início do Seu socorro. Levante-se, aprume-se, lave o rosto e enfrente o desafio dos ataques e das consequências (Provérbios 24:10). Não seja 'frouxo'! Miremo-nos em Jesus, ouvindo e lendo Sua palavra de paz e vida, aceitando a Sua compaixão, a Sua mensagem salvífica, deixando para trás o nosso próprio orgulho, vaidade e a tristeza profunda, ter fé nEle e passando a andar em total obediência.
     Clame a Ele por socorro e Ele te ouvirá!  Dê um passo em  direção a Cristo, certamente com esse passo você verá a luz no fim do túnel!!

Louvor: Tocou-me (Fernandinho)
              Deus do Secreto 
 

quarta-feira, 26 de julho de 2017

APAIXONADOS POR DEUS #InlovewithGod



     Paixão. Sign. (Wikipedia): Vem do latim "passio"-onis, derivada de "passus", cuja tradução seria algo como “sofrimento, ato de suportar”, de "pati" , 'sofrer', 'aguentar', do grego "pathe", 'sentir'. Com o tempo, entretanto, pelo idos do século XIV, ela passou a designar também “forte emoção, desejo”, e mais tarde ainda, 'entusiasmo', 'grande apreço', 'predileção', e mais, 'um vívido interesse' ou 'admiração por um ideal, causa ou atividade'.
    Empolgado. adj.: Que se empolgou; que se encontra excessivamente animado; que está muito entusiasmado; arrebatado. Diz-se daquilo que está 'preso pelas mãos ou garras'; 'agarrado'.
       Na maioria das vezes, as pessoas que se dizem apaixonadas estão mesmo é com uma empolgação excessiva (e, quando relacionada ao sexo oposto, acrescida de excitação sexual) por algo e, assim, confundem essa euforia, entusiasmo com paixão, que quando esse estímulo é alcançado, cessa, e esse algo mais perde totalmente o sentido.
      A paixão não é assim; não é uma 'coisa' que dá e passa; ela é um aditivo, não existe por si só; não parte 'do nada para o tudo' e quando o objetivo é alcançado, esfria, e sim, fica mais forte; tem o sentido de um crescimento progressivo crescente que vai se solidificando. A verdadeira paixão, ela acrescenta, ela ativa, ela impulsiona, ela estimula, ela acentua alguma coisa que existe, muitas vezes incipiente; ela é como uma mola impulsionadora em nossa vida. Ela transforma o que é frio ou morno em algo quente, tornando vívido, intenso. Ela é como uma vitamina, ou uma substância catalizadora que acelera e aumenta uma reação química, isto é, a reação sem ela acontece mas, a paixão, multiplica esse efeito, fazendo evoluir de um sentimento de simples para um sentimento 'intenso', sólido, firme.
   Um 'apaixonado' não se contenta com superficialidade, ele quer algo mais profundo, um relacionamento de 'entranhas', 'visceral', vivendo cada momento como se fosse o último.
       Sabe quem é assim??!! Deus é assim em relação a nós, literalmente apaixonado! Ele ama você e eu desde a criação do mundo. Ele faz tudo que for necessário para nos ter bem pertinho dEle. Ele ama passear com a gente, dormir com a gente, comer com a gente, rir com a gente, ficar triste com a gente; ama quando a gente O coloca em primeiríssimo lugar em tudo... Ele é extremamente participativo! Mas Ele não não impõe nada. Tudo tem que ser espontâneo, deliberado, aberto, com confiança mútua, pois Ele fiel a nós e nos quer também fiel à Ele. O amor partiu dEle (1 João 4:19) em relação a nós. Ele preparou tudinho para nós antes de nos criar - 👉 O primeiro amor (Apocalipse 2:4). Ele nos amou mais do que tudo (João 3:16). Ele não se satisfaz com relacionamentos supérfluos, do tipo 'mais ou menos' - mornos ou 'em cima do muro' (Apocalipse 3:15-16). Ele ama a intensidade dos relacionamentos profundos. Ele é apaixonado pela intimidade conosco.
      Podemos até, didaticamente, dividir o grau (nível) de relacionamento (intimidade) com Deus, comparando-o com a divisão do Templo Judaico: a) área fora do Templo; b) o Átrio Exterior; c) o Santo Lugar; e, d) o Santo Lugar ou Santos dos Santos. (ref., imagem).
a) "Fora do Templo" - é o nível mais baixo de intimidade com Deus. São as pessoas que não conhecem a Deus, aquelas que optam por não reconhecer o Senhorio de Deus ou aquelas que preferem as 'delícias' do mundo material, portanto estão fora dos limites do templo (relacionamento) (Efésios 4:17-18).
b) "Átrio Exterior" - (Apocalipse 11:2) são aquelas pessoa que admitem a existência de Deus, 'dizem' conhecer a Deus,  mas tem pouquíssima experiência com Ele. Muitas dessas pessoas são batizadas, frequentam a igreja,  ou mesmo tem cargos eclesiásticos. São os legalistas, tem o 'rótulo' de religiosos, para qual a viver a religiosidade é o cerne da vida, mais importante mesmo do que viver a essência da Palavra.
c) "Santo Lugar" - (Êxodo 26:33) este grau de intimidade é aquele em que a pessoa já experimentou um relacionamento pessoal com Deus, trabalha para o Senhor, mas alguma coisa dentro dela (culpas, pecados ocultos e não confessados, etc.), ou mesmo tem medo de ir além,  ou estão 'apegados' a alguma coisa no mundo natural (família, bens, comodidade, etc.), gerando um impedimento e acabam se acomodando àquela situação, ficando satisfeitos com o que conquistaram.
d) Santíssimo (Santo dos Santos) - (Êxodo 26:34) neste grau (nível) de intimidade, as pessoas não se contentam mais com o que tem; querem ardentemente 'o mais' de Deus (Oseias 6:3a); este é o lugar onde somente o sumo sacerdote entrava uma vez ao ano e se estivesse impuro seria fulminado (dia do perdão -  Yom Kipur - Levíticos 23:24). É o nível de profundidade que Ezequiel menciona em Ezequiel 47:5. Para este nível é necessário alto grau de santidade, abnegação, desapego, anseio ardente pela Sua presença, coragem, ousadia e 'odiar o pecado' (e, na verdade, é duro dizer, mas, nós não odiamos o pecado tanto assim, por isso, contentamo-nos com Santo Lugar). O pecado nos separa de Deus - 'o véu do templo' (Isaías 59:2, Mateus 27:51).
       Você acha que é fácil estar em íntima relação com Deus?! Não é mesmo!!! Primeiro é preciso aceitar a Jesus Cristo como o único Senhor e Salvador (1 João 5:20), depois realmente querer ser transformado, isto é, nascer de novo (João 3:3), e dependerá, além dessas duas premissas, mas também,  dos itens do parágrafo anterior;  de você estar disposto(a) a ser submetido(a) a todo tipo de retaliações, discriminação (chacotas) por parte dos parentes e amigos, que acharão você um verdadeiro "E.T.", um 'sem noção'. Poderá não ser mais convidado(a) para alguns tipos de reuniões (a sua própria presença já deixará os outros constrangidos e também você não terá mais disposição para estas - se você odiar realmente o pecado, você mesmo se sentirá constrangido), mesmo reuniões entre alguns familiares. Mas, em compensação esse amor é libertador. Você se sentirá livre (João 8: 31,32). E, note bem, quanto mais te for dado por Ele, mais te será cobrado (Lucas 12:48b). O conhecimento de Deus nos liberta, mas também nos tras mais responsabilidades. Você terá liberação de muitas bençãos retidas (Efésios 1:3); terá uma paz interior inexplicável, mesmo em meio as tribulações (João 14:27);  e, Deus irá conversar com você diretamente!!! Como é isso...?! Virão pensamentos e resoluções em sua mente simplesmente do nada, que te deixarão assombrado (Romanos 8:27,28), como se alguém estivesse falando com você ao pé do ouvido (1 Corintios 2:10). Pedir a Ele o batismo pelo Espírito Santo (1 Corintios 2:12) é imprescindível!!!! E quando isso acontecer, pois a intimidade é um processo, não se ensoberbecer, o que é muito fácil de acontecer (Provérbios 11:2Provérbios 8:13). Lembre-se que os discípulos passaram três anos seguindo de perto a Jesus Cristo, mas mesmo assim não tiveram essa tal intimidade. Precisou Cristo ressuscitar, subir aos céus e o Espírito Santo descer para que, então, fossem enchidos dEle, e assim, ter uma intimidade tremenda. Pedro é o principal exemplo (Lucas 22:32, Atos 2:37-41). Ele se tornou um 'apaixonado' por Cristo. Essa intimidade com Ele se conquista, mas não por nosso méritos ou esforço, mas por "obediência" santa (Samuel 15:22) e por "temor e tremor" a Ele (Salmos 25:14).
       Deus está à procura dos verdadeiro 'apaixonados' por Ele (João 4:23,24). Mas para isso você deve manter aceso o fogo no altar. E esse fogo deve ser fomentado a cada dia, não deve se apagado (Levítico 6:12,13) e, isso, cabe a nós...é a nossa parte não deixar o fogo ser extinguído (ler a Palavra de Deus, orar e obedecer diariamente). O amor por Ele joga fora todo o medo (1 João 4:18), medo do que virá, medo do desconhecido, medo de não ser aprovado; quando você veste as vestes de filho, pisar no Santo dos Santos e se tornar um apaixonado por Deus, tudo muda!!! Não vai mais querer saber de outra coisa, pois tudo o que Ele fizer ou disser em relação a você sempre será "bom, perfeito e agradável" (Romanos 12:2); pode não ser tão fácil, ou mesmo ser um tremendo desafio. Ele sondará o teu coração e esquadrinhará os teus pensamentos (Salmo 26:2) e aumentará essa paixão por Ele. Esforce-se para ser um apaixonado por Deus, você se sentirá tremendamente 'proativo e persistente', 'feliz e vitorioso', pois é assim que todo apaixonado por Cristo se sente.
         Um beijo no coração!!! 💓💓💓💓
Obs.: o inimigo vai fazer de tudo para que você desista e não consiga...fique atento (Mateus 26:41)!!!

Louvor: "Águas Profundas" - David Quinlan
              "Quem já pisou no Santo dos Santos" 
 

Fontes: O Poder das Escrituras , entre outras.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

SERVINDO PARA O SENHOR - "O ESTADO DA ARTE"!!!!!


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SERVINDO PARA O SENHOR - "O ESTADO DA  ARTE"!!!!!

"Eu, Paulo, sou 'escravo' de Deus, agente de Cristo para a promoção da fé entre o povo escolhido de Deus, apresentando a Mensagem [Palavra] de maneira precisa e explicando como viver em acordo com ela. Meu propósito é promover a esperança, apontando o caminho para a 'vida sem fim' [eterna]..."
Tito 1:1,4 (versão Bíblia MSG, H. Peterson)

# Estado da Arte, significado (Wikipédia), é o nível mais alto de desenvolvimento, seja de um aparelho, técnica [profissão, trabalho], área científica, alcançado em tempo definido.

     Ao ler esta versão da Bíblia, disse para mim a seguinte expressão: ~ "Já basta, não?!". Fiquei impactado do modo como foi apresentado esta Carta do Apóstolo Paulo.  É só trocarmos o nome de Paulo, dizendo para nós mesmos: ~ "Eu, (seu próprio nome), sou 'escravo' de Deus...".
     Paulo entendeu completamente a visão reveladora e se preparou deixando-se lapidar pelo Espírito Santo, ao máximo, vivendo plenamente no "Estado da Arte", a condição de ser servo. Que palavra forte "escravo' foi usada nesta versão bíblica (em outras versões a palavra é traduzida para servo); mas nesta versão, a expressão é bem mais profunda, deixando entender que Paulo despiu-se de si mesmo, de sua pompa como fariseu, letrado e poliglota, criado aos pés de Gamaliel (Atos 22:3), para servir ao propósito de levar o evangelho aos gentios. Podemos fazer uma comparação à Moisés. o libertador do povo de Deus do Egito; que foi educado, preparado, ensinado pelos melhores professores do Egito, vivendo em meio à realeza, como nobre, que por determinadas circunstâncias, passou cerca de 40 anos pastoreando o rebando do seu sogro Jetro. Quando Deus achou o momento certo para se mostrar a ele, na forma de uma sarça que ardia e não se consumia, ouviu do "Anjo do Senhor" (a Bíblia não é explícita quanto a quem é intitulado, mas muitos teólogos entendem como sendo o próprio Jesus Cristo - Êxodo 3:2) para que tirasse as sandálias, pois estava em solo santo (acredito que comparado ao santo dos santos, pois foi impedido de se aproximar). Naquela época, quem não usava sandálias era escravo, assim, ouso dizer que Deus estava dizendo nas entrelinhas, para que ele se humilhasse, despindo as suas sandálias, sendo colocado na condição de servo (escravo de Deus) diante do Altíssimo (Exodo 3:5); tirando a barreira física e impedimento do contato pleno com a 'Shekhinah' de Deus, tornando-se também sensível e moldável à Sua diretriz. Jesus Cristo despiu-se enrolando-se em uma toalha e, igualmente, tirou as sandálias dos discípulos para lavar-lhes os pés, mostrando que veio para servir e não ser servido (João 13:1-17), vivenciando na prática que eles deveriam proceder do mesmo modo.
     Quando Paulo escreve esta carta a Tito, este deixa a incumbência àquele, de que deveria terminar um trabalho já iniciado, e com excelência, a nomeação e preparação de líderes nas várias igrejas de Creta. Paulo faz recomendações a Tito de que havia muitos rebeldes com discurso confuso, ilusório e nocivo (Tito 1:10,16); religiosos que deveriam conhecer melhor a verdade, sendo estes os piores (Tito 1:10,16) e que deveriam ser silenciados, deixando de "mimimi" e os pensamentos e ações enlameados, dizendo-se conhecedores de Deus, mas que as suas atitudes falavam mais alto do que as suas palavras (Tito 1:10,16), não passando de bajuladores, desobedientes e inúteis. Qual a diferença daqueles cristãos para os do nosso tempo?! Nenhuma!!.
     Paulo escreve a Tito dando a incumbência de formar uma liderança que tivesse uma doutrina sólida, que se fizesse presente e atuante, tanto para os homens quanto para as mulheres de todas as idades (Tito 2:1-6) e que a mostrassem para que todos vissem essas virtudes em suas vidas. Que tivessem uma vida tão 'ilibada' para até aqueles que fossem contra o evangelho, não vendo nada de errado, em tempo oportuno, mudassem de conduta (Tito 2:7-8).
     Tito estava sendo conclamado a formar o caráter da liderança de Creta; uma tarefa nada fácil, segundo um próprio profeta cretense (Tito 1:12); tarefa esta de gerar uma mudança interior, de dentro para fora, nas pessoas, de modo a que se tornasse mais maduros em Cristo. H. Peterson, em sua versão bíblica, nos incita a que deixemos de lado o carisma de uma pessoa e nos voltemos para o seu caráter; pessoas simples, comuns, que não tenham sido corrompidas pelo 'funcionalismo' mundano da sociedade (algo particularmente difícil em nossa sociedade); pessoas que não liguem para aplausos; que cumpram as suas tarefas com força e determinação e, que levem aos outros (à sua subordinação) a que cumpram também as suas tarefas, tornando-se  verdadeiros exemplos  de força e úteis na igreja; que procurasse pessoas cujas vidas estivessem pautadas no amor em ação; que nem sempre os 'eficientes' são os melhores (tipo de liderança valorizada pela política e executivos); que procurassem pessoas comuns, sem vícios, de caráter e comprometimento, reconhecendo-os, valorizando-os e indicando-os como líderes.
     Paulo aponta, na carta à Tito (2:9-10), que este orientasse essa liderança a serem trabalhadores leais (tanto na vida secular, quanto na igreja), sem atos de desonestidade ou fofocas; que edificassem e estimulasse a coragem (iniciativa), mas disciplinasse quem "saísse da linha", pois ele, Tito, era quem estava no comando (Tito 2:15); que orientasse ao respeito às autoridades (Tito 3:1,2) superiores (não sendo rebeldes ao fazerem aquilo que  eles mesmos achavam ser certo, como uma minoria faz, só porque dizem ter "anos" de igreja; a serem misericordiosos, não briguentos, mas sim, corteses e de coração aberto; que ficassem longe das discussões de minúcias, bobagens, que não levam a lugar algum (3:9); e, que advertisse o briguento, o rebelde, mas depois se afastasse dele (rebeldia contra Deus), que persistindo nisso, destrói-se a si mesmo (3:10,11).
     Paulo encerra a sua carta a Tito deixando bem claro que o povo (nosso também) precisava "aprender a ser pronto para o trabalho", para que todas as necessidades (não as nossas próprias, mas a daqueles que reealmente necessitam); daqueles que chegam à igreja, neófitos, precisando de um sorriso, de um abraço, um cumprimento sincero, tendo um espelho vivo para eles [em nós] (Tito 3:14)!!! A carta de Paulo à Tito ainda está atualíssima, como toda a Bíblia, podendo ser aplicada nossos dias.
     Vamos à igreja para recebermos  bençãos e esquecemos de que à medida que recebemos, devemos também ser abençoadores; que sonos parte do corpo de Cristo e se não trabalharmos com afinco e eficiência, prejudicamos o funcionamento global do corpo.
     Façamos com Paulo e Moisés (sem ter que mencionar a Cristo, o Filho de Deus, nosso maior exemplo) que tiraram as suas sandálias, deixaram para trás o que eram secularmente, tornando-se 'escravos' de Deus e agentes de Cristo, fazendo uso do que aprenderam (talentos), acentuado pelo direcionamento do Espírito Santo (dons), dando tudo de si mesmos para levar a graça de Deus a todos os necessitados, primeiramente os judeus e depois os gentios (nós), cegos, surdo e mudos  espiritualmente, deixando para nós um imenso, irretocável e eterno legado.
     A todos, a Paz de Cristo, nosso Senhor!!!

Nota: [...] inclusão do autor

Louvor: O que importa é te obedecer:  https://youtu.be/xK0xZ4RuvJc

terça-feira, 2 de maio de 2017

ALIANÇA COM DEUS


ALIANÇA COM DEUS

"Chamando "nova" essa aliança, ele tornou antiquada a primeira; e o que se torna antiquado e envelhecido está a ponto de desaparecer."



     O que é uma aliança? Segundo o dicionário da língua portuguesa é um pacto, união, ajuste, tratado, acordo entre partes que se ligam mútua e harmoniosamente por uma mesma finalidade. Aliança em hebraico: 'berith', em grego, segundo a versão septuaginta, 'diatheke', no sentido bíblico, refere-se ao pacto entre Deus e os homens. Podemos numerar, didaticamente, em  sete (07) as alianças bíblicas que Deus fez com os homens: Edênica /Adâmica (Gênesis 1:26-30 / 2:16-17/ 3:16-19); Noética (Gênesis 9) em que Deus fez uma aliança individualmente com Noé, que representava naquele instante, a futura humanidade (pois todos os outros seres humanos tinham perecido no dilúvio) de não destruí-la mais com água, formando no céu um arco-íris (Gênesis 9:11-14) - daí vem a expressão "arco-da-velha", que diziam os nossos avós, cognominando alguma coisa como muito antiga, conforme informação na Wikipédia; Abraâmica (Gênesis 12:1-3, 6-7; 13:14-17, 15, 17:1-14; 22:15-18) na qual Deus também firmou uma aliança com Abraão, aos seus 99 anos, por intermédio da 'circuncisão' (Gênesis 17:10,11), fazendo de Israel o Seu povo escolhido.  ; Palestiniana - de certa forma condicional (Deuteronônio 30:1-10); Mosaica (Deuteronômio 11 / Exôdo 20) - também condicional, benção ou maldição (Deuteronômio 30:19 / 11:26:28); fazendo aliança após 400 anos de escravidão com este mesmo povo, após  multiplicá-lo e tirá-lo da tirania do Egito, sob a tutela e o cajado de Moisés, e  reintroduzindo-o na Terra Prometida, cumprindo a aliança com Abraão - "Aliança da Lei" (Hebreus 9:1 / Gálatas 3:17), baseada nas leis (Dez Mandamentos e demais Leis); então, mediadas pelo sacerdote e necessitava do sacrifício de algum animal (o perdão de pecados exige algum sacrifício), quando o sacerdote aspergia o sangue do animal sacrificado em si mesmo  e adentrava no Santos dos Santos, uma vez ao ano, aspergindo também este sangue no trono da misericórdia (propiciatório) para fazer a expiação dos pecados do povo e renovar a aliança com Ele; Davídica (2 Samuel 7:8-16), promessa a Davi que a sua linhagem e o seu reino durariam para sempre; e, Nova Aliança (Jeremias 31:31-34 / Hebreus 9:11). As leis Abraâmica, Mosaica, Palestina ou Palestiniana e Davídica Deus fez particularmente com a nação de Israel. As leis Adâmica, Noética e Nova foram destinadas não só a Israel, mas como também a humanidade em geral, porém há muitas controvérsias teológicas sobre estas alianças. Não cabe aqui discussão sobre estas alianças, somente estou mencionando.
     O nosso Deus está desde a fundação do mundo, tendo toda tolerância e paciência, fazendo e renovando a Sua aliança conosco e foi com a Nova Aliança, que ofereceu, definitivamente, o Seu único Filho para isso (João 3:16), consumando pelo derramar do sangue do "Cordeiro de Deus" no Gólgota, preparador desde o início de tudo, já que Ele (Jesus Cristo) é o sumo e eterno sacerdote, mesmo não sendo da linhagem de Levi, pois Ele é da ordem de Melquisedeque (rei de Salém, posteriormente Jerusalém), muito mesmo antes de Levi ter nascido. Deus quer manter esta aliança conosco porque nos ama e quer o melhor para nós (1 Coríntios 2:9). Ele é fiel a nós, a Sua aliança conosco, estando sempre disposto a nos receber de volta, mesmo com todas as besteiras que fazemos, quando nos abdicamos do Seu cuidado, proteção e amor (Lucas 15:22-24), buscando seguir o nosso próprio entendimento (Provérbios 3:5). A gente fica tão envolvido, tão seduzido pelo erro, pelo pecado, que esquecemos que ao quebrarmos a aliança com Ele, ficamos desprotegidos e por nossa própria conta e risco, abrindo brechas e  legalidades, sujeitando-nos a ação dos 'gafanhotos' (Joel 1:3-4), pois Ele não nos tenta e não nos castiga (Tiago 1:13-14) e, sim, sofremos as consequências da nossa própria cobiça (que é a raiz de todo pecado) e erros. Estamos dando o direito ao nosso eterno inimigo, Satanás, de ir até ao trono de Deus, reivindicando para si, o direito de atrapalhar a nossa vida (Jó 1 / João 10:10). Abrimos uma passagem nessa nossa proteção para entrada do leão "rosnador' que só ficaria ao nosso derredor (1 Pedro 5:8).
     Amigos, uma aliança é algo muito sério. É um voto a Deus e Ele não se agrada da quebra de votos (Eclesiastes 5:4,5). Atente para o seguinte fato, fazer uma aliança com Deus não é garantia que obteremos tudo o que quisermos e, sim, de deixar tudo em Suas mãos, pois Ele é quem sabe o que é melhor para nós; de que não passaremos por momentos ruins, de turbulência (João 16:33); mas o voto, a aliança garantem o Seu cuidado  e proteção, abrindo as portas para a misericórdia, perdão e graça; ao derramamento do Espírito Santo, recebendo dons espirituais, que trabalharão em nós cada gomo do Seu fruto (Gálatas 5:22,23).
      Como manter esta aliança? Da parte de Deus, Ele é fiel para conosco (2 Timóteo 2:13), mesmo nós sendo infiéis. Devemos, portanto, ter o cuidado de 'polir' esta aliança, santificando-nos para agradá-lO (Hebreus 12:14); buscando ler e estudar a Sua palavra para não pecar contra Ele (Salmos 119:11), se possível, memorizando versículos (é de grande utilidade); sermos misericordiosos uns para com os outros (Lucas 3:36); afastarmo-nos da ganância e das paixões humanas (Colossensses 3:5); e, procurarmos orar e jejuar regularmente (Mateus 6:6 , Joel 2:12).
     Deus quer ter alianças com os verdadeiros adoradores e os está procurando (João 4:23,24). Quando fazemos uma aliança com Deus, por intermédio de Jesus Cristo (João 14:6), tornamo-nos Seu amigo e amigo de Deus (João 15:15), pois Ele e Deus são um e ficaremos também estaremos um com Eles (João 10:30), assim como Ele fez também com Abraão (Tiago 2:23 e Isaías 41:8).
     Faça de coração, não só de boca (Mateus 15:8, Isaías 29:13), uma aliança pessoal e individual com Deus, partindo de você para Ele. Não espere a dor acontecer (Cronicas 7:14,15). Renove-a de vez em quando "polindo", tirando toda a sujidade que o mundo coloca nela, com  dito acima, da forma como Jesus disse a Pedro (João 13:10), estando sempre sob o guarda-chuva da sua proteção e 'nada te fará falta" (Salmos 23:1), pois o que não te faz falta, não te acrescentará em nada.
     Fique na Paz de Cristo todos os dias.
   

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Estamos sendo testados...!!!


Estamos sendo testados...!!!


12 Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia!


    Li em um livro da Rebecca Brown, no qual seu marido Daniel tece alguma das suas experiências narrando que  teve uma visão em uma noite, na qual foi dar uma esparecida, saindo de casa sozinho. Ele descreve que se deparou com a figura de um anjo sentado em uma pedra fazendo anotações. Ele, então, indagou ao anjo o que fazia ali e este respondeu que estava anotando as coisas boas que ele, Daniel, estava fazendo; ficando ainda mais surpreso,  quando o mesmo anjo apontou para uma outra figura mais a frente, a de um outro anjo, este 'caído', dizendo para que ele se preocupa-se mais com aquele, que estava anotando os seus tropeços. Essa ilustração é deveras interessante. Estamos vivendo no Brasil um tremendo choque de valores éticos, morais, de cidadania, familiar, etc. nos quais muitos conceitos que sempre alicerçaram a vida de nossos avós, nossos pais, bem como a nossa vida, estão sendo colocados conta a parede por uma minoria que quer fazer prevalecer as suas intenções pessoais (muitas delas deturpadas) e outra, governante, que quer tirar proveito de um momento favorável. Deus colocou no homem natural valores que  (pois, mesmo sem conhecer Deus, este sabe em seu coração, se o que está fazendo é correto ou errado) são confirmados biblicamente. A tônica em nossa sociedade, culturalmente, sempre foi a de 'se dar bem',  aproveitando-se das circunstâncias que lhes é propícia, mesmo em contra-ponto a ética e a moral e, no momento de hoje, de uma forma tremendamente gritante, extrapolante e absurda Fazemos discursos os quais nós mesmos não seguimos ou mesmo acreditamos. Estamos (me incluo aqui também porque não sou melhor do que ninguém) fazendo o que o nosso egoísmo, nosso orgulho aprova, satisfazendo nossos desejos sem nos submetermos a Deus, sem qualquer temor ou tremor, ou mesmo de verificar se estamos prejudicando alguém. Ficamos olhando para o nosso próprio umbigo, esquecendo-nos que Deus existe e que os seus olhos percorrem por toda a terra 'contemplando' [...] (2 Cronicas 16:9 e Provérbios 15:3). Nós seremos testados naquilo que firmamos sermos 'convictos' (falsa ou verdadeiramente), as nossas palavras serão usadas contra nós ou a nosso favor (Mateus 12:36,37) e o que fizermos, às escondidas, será exposto para todos (Lucas 12:3). Não queiramos construir nossa vida com materiais de baixa qualidade (mentiras, dissimulações, falsidade, desvios de conduta, perjúrio, falso testemunho), os quais serão destruídos quando for provado pelo fogo (1 Coríntios 3:10-15). Fique certo de que o que nós firmarmos vai ser testado no dia a dia, para, então, ser confirmado e não o sendo, não se espante se tiver que passar pela mesma prova em circunstâncias e momentos diferentes; e, quando isso acontecer, faça uma auto-avaliação, pois pode ser que não tenha passado na prova anterior. Deus não fica indiferente a maldade humana; no momento certo Ele levantará alguém ou alguma situação para remover o lodo e purificar a água. Todos passaremos pelo Seu teste. E este começa aqui. Não queira ser provado, exposto e envergonhado perante todos (como alguns já foram). Que possamos passar pelas provas e dizer se, a qualquer momento, formos arguidos: "Combati o bom combate, terminei a carreira e guardei [conservei] a fé" (2 Timóteo 4:7) e que possamos, também, firmar: "[estarmos] ...aprovado[s], como obreiro[s] que não tem do que se envergonhar [...]." (2 Timóteo 2:15).
Deus seja contigo aonde quer que fores. Amém!


sexta-feira, 1 de julho de 2016

Considerações sobre Discipulado...(Transcr. e Adaptado)



DISCIPULADO
"E, chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos." .      
     A Igreja tem enfatizado sua necessidade de crescimento ao longo de toda sua história, pois o crescimento sinaliza vida, e vida não estagnada. Aquilo que não cresce é porque não está biológica, morfológica e estruturalmente funcional. Nesta direção, a Igreja tem voltado seus olhos ao discipulado, resgatando, atualizando, refletindo, praticando...enfim, a Igreja deseja que a ordem de Jesus: "Fazei discípulos" seja uma verdade em sua experiência de vida espiritual. A obediência a esse chamado é o modo eficaz que a Igreja, em seu todo, reconhece para alcançar o crescimento genuíno, não encher a Igreja de pessoas sem 'uma' experiência com Deus ou em busca de si mesmas, mas de discípulos e discípulas, pessoas que buscam encontrar-se em Jesus, comprometidas com seu Mestre.Somos chamados para sermos discípulos (as) do Senhor Jesus Cristo. Creio que todo o verdadeiro cristão concorda com esta afirmação. Entretanto, parece que, durante muito tempo, a igreja se esqueceu disso e agora está buscando resgatar essa visão. Parametrizando na carta do Colégio Episcopal da Igreja Metodista: "Testemunhar a Graça e Fazer Discípulos e Discípulas", há, verdadeiramente, um chamado para nos colocarmos dentro da 'visão' do discipulado. Entendo que precisamos dar o passo seguinte, que é o de firmar as Células (pequenas igrejas, dentro da própria igreja), para crescimento da Igreja de Cristo. Na visão do crescimento através das células há um fio condutor das ações que se sequenciam em uma determinada ordem (aqui, a ordem dos fatores altera o produto): Ganhar, Consolidar, Discipular e Enviar. É lógico que precisamos estudar um pouco mais profundamente sobre essa questão, mas quero nesta pastoral, dar alguns esclarecimentos, sobre a visão. Célula é a menor divisão de um corpo vivo, com capacidade própria de multiplicar-se. Cada célula tem como objetivo 'multiplicar-se e gerar outras células'. Assim, a família de Deus (a Igreja) se reúne em Células de tamanho suficiente para que todos possam ser amados e cuidados, através do ensino cristão, das orações e do companheirismo. Fio condutor: Ganhar - ganham-se vidas por meio do evangelismo pessoal, por meio das células de multiplicação e através dos Cultos de Celebração. É importante que o Grupo de discipulado tenha em mente o ganhar vidas para Jesus, pois a reunião nas casas, ou outro lugar adequado, as pessoas estão mais propícias a participar do que envolver-se com a Igreja de imediato. A Igreja que se reúne em Cultos (Grande Celebração), com um número bem maior de pessoas, não tem a capacidade plena de orar, envolver-se e tratar individualmente das pessoas. Neste aspecto, é muito importante o trabalho das células. Consolidar - consolidam-se as vidas, principalmente, através dos 'Encontros com Deus' (Peniel - Gênesis 32:30), onde a pessoa é confrontada com o pecado e desafiada à vida de santidade, para o louvor e glória do SenhorDiscipular - treinam-se vidas através do Curso de Liderança (da Palavra)  e do estímulo a participação e envolvimento nas células de Discipulado, onde o novo convertido recebe orientações cristãs ('leite' - 1 Coríntios 3:2a ) sobre a moral, a ética cristã e o caráter, preparando-o para uma vida cristã frutíferaEnviar enviam-se homens e mulheres, quando preparados, para dirigirem as próprias Células que se multiplicaram. Para que sejam dados os passos anteriores, formando-se um círculo em espiral. 
Transcrito e adaptado - Rev. José Carlos Peres
(Bispo da 3RE - Igreja Metodista do Brasil)

terça-feira, 28 de junho de 2016

VOCÊ JEJUA...?!


JeJum... O que é? Por Que? Para Que? Como Fazê-lo?
     O JEJUM ESPIRITUAL é um armamento tremendo. Ele nos ensina a ter disciplina, força, abnegação, propósito, superação, obediência, santidade, domínio próprio, persistência, resistência, resiliência, entre outras (Jesus jejuava e se retirava para orar sempre - Mateus 4:2). E não deve estar sozinho, mas sempre acompanhado da oração (Lucas 2:37), pois sozinho, perde o sentido espiritual, tornando-se, simplesmente, 'ipsi literis', abstenção de alimentos. O jejum na antiguidade era basicamente de alimentos e água, servindo como um 'detox' do corpo e da alma. Hoje é feito por muitos, de coisas que são consideradas essenciais, ou mesmo, para alguns, 'indispensáveis', na vida diária da pessoa que vai fazer o jejum (Jejum Típico - "coisa materiais que prendem a nossa atenção"), como: televisão, internet, guloseimas, refrigerantes, café, sexo (1 Corintios 7:5), 'Facebook', etc....etc. De qualquer forma, quando fazemos jejum, estamos nos privando de coisas as quais achamos importantes para a nossa subsistência/vida, assim, 'enfraquecendo' a nossa carne. Contudo, uma coisa indubitável no jejum é que este, quando feito adequadamente, nos aproxima mais de Deus; mostramos de coração que abrimos mão do nosso tempo e daquilo que mais gostamos para dar esse tempo somente a Ele e que Ele é mais importante do que qualquer coisa terrena. Atente que jejuar não é barganha, não é escambo com Deus, bem como não é sacrifício, mas sim, submissão, aproximação, intimidade, devendo ser feito com alegria, satisfação e de boa vontade (Mateus 6:16-18). O jejum quando realizado para fim de conseguir alguma coisa de Deus, virará 'greve de fome', 'jejum de tolo' (Eclesiates 5:1) ..., já que Ele conhece o que se passa no nosso coração (1 Samuel 16:7b), e 'greve' é rebelião, que é igual a feitiçaria (ooopsss...!!!). A recompensa pelo jejum é Ele quem definirá e não receber o 'presentinho' que esperamos ganhar tentando 'suborná-lO' com um jejum (Mateus 6:18).
     Razões para fazermos jejum: a) Deus apregoa o jejum como parte da comunicação com Ele, sendo tão importante quanto a oração, estando mesmo interligados, devendo fazer parte da rotina espiritual do cristão: "Quando (ao) jejuares, [...]" (Mateus 6:17), note que não está escrito "se"...!!!; b) Humilharmo-nos perante Ele (Salmo 35:13b), confessando as nossas faltas, reconhecendo que Ele é o Senhor da nossa vida; sabedores que ao nos humilharmos, seremos exaltados (Tiago 4:10); c) Fortalecimento espiritual, liberando o poder do Espírito Santo em nossas vidas (Lucas 4:14), para vencermos a tentação e as investidas do inimigo das nossas almas (Mateus 17:21); d) Buscando capacitação, quando nos sentimos incapazes e/ou fracos para fazermos determinada obra (Atos 13:3); e) Impedimentos e retenções no mundo espiritual (Ester 8:21-23, Daniel 10:12-13); f) Direcionamento, Orientação e Intervenção de Deus para algumas questões a serem resolvidas, ou mesmo 'batalhas espirituais', as quais não sabemos como será o desfecho (Esdras 8:21-23); g) Mudança na nossa mente e atitudes, colocando-nos à disposição do Todo-Poderoso, sabedores que somos fracos e precisamos da Sua misericórdia; h) Domínio do físico pelo espiritual (Romanos 13:14); i) Como reforço na oração de intercessão, cura de alguém, conversão de alguma pessoa (Isaias 58:6).
     Algumas coisa que devemos observar ao fazermos o jejum: a) Apresentar a Deus o por que do jejum (propósito) e pré determinar o período deste (ore a Deus), pois para ser efetivo deve estar dentro da vontade de Deus, senão vira um sacrifício 'tolo';  b) Escolher um tempo em que não estejamos sobrecarregados de tarefas, para podermos ter uma mente desimpedida, livre para ler a Palavra de Deus, adorá-lO e orarmos e não ficarmos com a cabeça em outro lugar todo o tempo, pois é um tempo para meditação e reflexão; c) Escolhermos um lugar que possamos ficar sozinhos, sem barulhos ou inquietações próximas; d) Pedir a Deus que nos mostre o que Ele quer para  nossa vida; e) O tempo do jejum deve ser pré-estabelecido e vai depender da nossa atividade secular (pessoa que faz atividade braçal tem necessidades diferentes de uma pessoa que usa somente o intelecto), da nossa saúde e constituição física, variando de pessoa para pessoa (exemplo, diabéticos, hipertensos); não fazer jejum se estivermos debilitados por algum motivo (febres, gripes); f) a duração do jejum pode ser de 06, 12, 24 horas, 03, 21 dias e até 40 dias; g) O tipo de jejum pode ser 'normal', abstendo-se de alimentos sólidos e líquidos, excetuando-se a água (Mateus 4:2), "[...] e teve fome", não foi fome e sede), 'total' quando nos abstemos de alimentos sólidos, líquidos e água (Ester 4:16, Atos 9:9 - este deve ser no máximo de 03 dias) ou parcial (típico), retirando alguns alimentos desejáveis, como carne vermelhas, carnes em geral, chocolates (Daniel 10:2-3), entre outros, como internet, televisão  - observe que para fazer jejum de mais de 24 horas - Jejum Prolongado - (Ester fez de 03 dias; Daniel fez de 03 semanas, Moisés e Jesus fizeram jejum de 40 dias), devemos nos acostumar gradativamente com o jejum,  senão, causaremos distúrbios sérios no organismo (náuseas e vômitos, dores de cabeça, sudorese, dores abdominais, inapetência, até mesmo febre); se nunca fez jejum, comece com 06 horas, passando para 12 horas e, aumentando paulatinamente; h) Não fazer atividades físicas durante o jejum; i) No término do intervalo de tempo pré-estabelecido para o jejum, entregue-o a Deus (orando), não o interrompa de qualquer maneira; j) Faça uso de alimentação leve antes (pré-jejum) e após o jejum (evitará mal-estar durante e ao terminá-lo).

Quer mais intimidade com DEus?! : "jejum e oração" é a chave!!!

Deus abençoe o teu dia. Graça e Paz!!!


sexta-feira, 22 de maio de 2015

O cirurgião que se Operou...Prova de Determinação e AutoControle!!!!!!

Isso é incrivelllll......O cirurgião que se Operou!!!

Pense na determinação do ser humano, e em tudo o que é possível realizar quando sua sobrevivência está em risco. Leonid Ivanovich Rogozov, exemplo de determinação e auto -controle. Fiquei impressionado a ler sua história.

O navio Ob, com seus 6 membros, partia de Leningrado em direção à Antartica em 5 de novembro de 1960. A missão era construir uma nova base polar de pesquisas e passar pelo terrível inverno antártico. Após 9 semanas, a base Novolazarevskaya estava pronta e a tempo para a chegada do inverno. O mar congelara a sua volta e o navio já havia partido e não voltaria tão cedo. Contato com o mundo externo não era mais possível. Através do longo inverno os 12 habitantes de Novolazarevskaya dependeriam somente de si. Um dos membros da expedição era o jovem cirurgião de 27 anos Leonid Ivanovich Rogozov.
- 29 de Abril de 1961:
Após várias semanas se sentido mal, Rogozov logo percebeu em si sinais de fraqueza, mal-estar, náusea e, posteriormente, dor em região superior de seu abdome que mudou, depois, para o quadrante inferior direito. Sua temperatura subiu para 37,5 ºC. Rogozov escreveu em seu diário:
"Aparentemente estou com apendicite. Estou disfarçando, até sorrio. Porque preocupar meus amigos? Quem poderia ajudar?"
Como cirurgião, Rogozov não teve dificuldades para diagnosticar apendicite aguda. Porém, por ironia do destino, ele sabia que só sobreviveria se fosse submetido a operação. Era o único médico no local, e contato com o mundo externo estava fora de questão uma vez que o inverno já se instalara sobre a base.
- 30 de Abril de 1961:
Todos os tratamentos paliativos foram usados (antibióticos, resfriamento da área), mas seu estado continua piorando: sua temperatura subiu, e os vômitos ficaram mais freqüentes.
"Eu não consegui dormir ontem a noite. Dói demais. Continua sem sinais de perfuração iminente, mas um sentimento opressivo de que algo ruim está por vir paira sobre mim... É isso...Eu tenho que pensar na unica possibilidade de sair dessa: operar em mim...é praticamente impossível...mas eu não posso simplesmente cruzar os braços e desistir."
"18:30. Eu nunca me senti tão mal em minha vida. O prédio está tremendo como um pequeno brinquedo na tempestade. O pessoal já descobriu. Eles continuam tentando me acalmar. Estou chateado comigo - estraguei o feriado de todos. Agora estão todos correndo por aí, preparando a autoclave. Temos de esterilizar a cama, pois vamos operar."
"20:30. Estou piorando. Falei para o pessoal. Agora temos de começar a tirar tudo que não precisamos da sala."
- Preparação para a operação:
Seguindo as instruções de Rogozov, os membros da equipe improvisaram uma sala de cirurgia. Retiraram tudo da sala de Rogozov deixando apenas sua cama, duas mesas e uma luminária. Os aerologistas Fedor Kabot e Robert Pyzhov inundaram a sala com luz ultravioleta e esterilizaram a cama e os instrumentos. Além de Rogozov, o metereologista Alexandr Artemev, o mecanico Zinovy Teplinsky, e diretor da estação, Vladislav Gerbovich, foram submetidos à lavação anti-séptica. Rogozov explicou como a operação iria proceder e lhes designou tarefas: Artemev deveria lhe passar os instrumentos; Teplinsky seguraria o espelho e ajustaria a luz; Gerbovich estaria na reserva caso alguém passasse mal. No caso de Rogozov perder a consciência, ele instruiu sua equipe de como injetar-lhe drogas com uma seringa que havia preparado e de como realizar ventilação artificial. Então ele lavou as mãos de Artemev e Teplinsky e colocou-lhes luvas cirurgicas. Quando tudo estava preparado, Rogozov se lavou e posicionou-se. Ele escolheu uma posição semi-inclinada, limpou a área a ser aberta e, antecipando a necessidade que teria do senso tátil para se guiar, decidiu trabalhar sem luvas.
- A Operação:
Começou as 2:00 local. Rogozov infiltrou as camadas da parede abdominal com 20ml de 0.5% de procaína, usando diversas injeções. Após 15 minutos ele fez uma incisão de 10-12 cm. A visibilidade na profundeza da cavidade não era ideal, em alguns momentos ele teve de elevar a cabeça para obter uma vista melhor, ou usar o espelho, nas a maior parte do trabalho foi feito somente por toque. Depois de 30-40 minutos, Rogozov começou a fazer pequenas pausas devido a fraqueza geral e sensação de vertigem. Finalmente ele removeu o apêndice severamente afetado. Ele aplicou antibióticos na cavidade abdominal e fechou a incisão. A operação levou cerca de 1 hora e 45 minutos. Em certo momento, Gerbovich chamou Yuri Vereshchagin para fotografar o evento. Gerbovich escreveu em seu diário aquela noite.
"Quando Rogozov fez a incisão e estava manipulando seus órgãos internos, assim que removeu o apêndice seu intestino roncou. Isso foi absolutamente nada agradável para nós, fez com que quisesse desviar o olhar mas mantive minha cabeça e olhar firmes. Rogozov manteve-se calmo e focado no trabalho, porém suava muito em sua testa e freqüentemente pedia à Teplinsky para seca-la."

- Após a operação:
Terminado, Rogozov mostrou a seus assistentes como lavar e guardar os instrumentos e outros materiais. Então tomou pílulas para dormir e descansou. No outro dia sua temperatura era de 38,1 ºC, ele descreveu sua condição como "moderadamente ruim", mas no geral se sentia melhor. Ele continuou a tomar antibióticos. Depois de quatro dias suas funções digestivas voltaram ao normal e os sinais de peritonite local desapareceram. Cinco dias depois sua temperatura era normal e ele removeu as suturas. Dentro de duas semanas já podia realizar suas tarefas normalmente e voltou a escrever em seu diário."
- 8 de Maio de 1961:
"Não me permiti em momento algum a pensar em outro coisa se não minha tarefa a realizar. Cerrei os dentes e fui frio. No caso de perder a consciência eu dei uma seringa a Sasha Artemev e mostrei-lhe como me dar uma injeção. Expliquei a Zinovy Teplinsky como segurar o espelho. Meus pobres assistentes! No ultimo minuto olhei para eles: eles lá em seus aventais cirúrgicos brancos, mais brancos que eles mesmos. Eu também estava com medo. Mas quando peguei a agulha com novocaina e me dei a primeira injeção, de alguma forma eu entrei em modo automático, e desse ponto em diante não percebi nada mais."
"Trabalhei sem luvas. Era difícil de enxergar. O espelho ajudou, mas também atrapalhou - afinal, mostrava tudo ao contrário. Trabalhei mais pelo toque. O sangramento foi bastante grande, mas eu mantive a calma. Ao abrir o peritônio, eu atingi o ceco e tive de suturá-lo. De repente passou pela minha cabeça: há mais lesões por aqui e eu não percebi...Fui ficando cada vez mais fraco, minha cabeça começou a rodar. A cada 4-5 minutos eu descansava por 20-25 segundos. Finalmente, aqui está o apêndice maldito. Com horror eu percebi a mancha negra em sua base. Significava que apenas um dia a mais ele teria se rompido e ..."
"No pior momento da remoção do apêndice meu coração disparou e eu parei e pensei: minhas mãos parecem borracha. Bom, eu pensei, isso não vai terminar bem. E tudo que me restou foi remover o apêndice..."
"E então eu percebi que, praticamente, eu já estava a salvo."
- Deixando a Antártica:
Mais de um ano depois a equipe deixou Novolazarevskaya e em 29 de Maio de 1962 seu navio atracava no porto de Leningrado. No dia seguinte Rogozov retornava a seu trabalho na clínica. Ele trabalhou e lecionou no Departamento de Cirurgia Geral do Primeiro Instituto Médico de Leningrado. Ele nunca mais voltou a Antartica e morreu em São Petesburgo, anterior Leningrado, em 21 de setembro de 2000.
- O limite da capacidade humana:
A auto-operação de Rogozov foi provavelmente o primeiro ato ocorrido fora de uma estrutura hospitalar em um lugar deserto sem nenhuma possibilidade de ajuda externa, e sem a presença de qualquer outro profissional médico a sua volta. Permanece como um exemplo de determinação e da força de vontade para viver do ser humano. Em seus últimos anos Rogozov rejeitou todas as glórias de seu feito. Quando perguntado sobre o ocorrido ele simplesmente respondia com um sorriso no rosto: "Um trabalho como outro qualquer, uma vida como outra qualquer"
- Artigo publicado no British Medical Journal: "Auto-appendectomy in the Antarctic: case report" -Vladislav Rogozov, Neil Bermel.
http://www.bmj.com/cgi/content/full/339/dec15_1/b4965
PS: Vladislav Rogozov é filho de Leonid Rogozov.

segunda-feira, 18 de maio de 2015

É melhor o fim ou o começo?





"Melhor é o fim das coisas que o começo delas;[...]".


Começo ou fim? Qual o melhor?

     A palavra de Deus, no livro de Eclesiastes (Salomão), traz ao nossos olhos esta afirmação. Mas, qual é o prazer do final de alguma coisa se esta já acabou? E se essa acabou, perdeu o sentido, perdeu o prazer, perdeu a sua utilidade.

     O sentido dessa afirmação é que no início de qualquer coisa, da vida, por exemplo, tudo é festa, só vemos o que é bom, as possibilidades, temos tudo pela frente. Já no final das coisas, temos os momentos de reflexão, do que valeu a pena. No final da vida, pensamos na morte, na vida além túmulo, na morte eterna ou na vida eterna. É o momento em que a vida passa como um filme na nossa frente e vemos se tudo que investimos, valeu; se a nossa vida valeu. Se o que fizemos foi bom não só para nós, mas também para os outros que passaram pela nossa vida. Se buscamos agradar a Deus e se Ele se agradou de nós.

     No momento em que está para se abrir a cortina de um espetáculo, tudo é emoção, expectativa, realização, momento do deslumbre; mas no instante em que essa está para se fechar, é o tudo ou nada; da ovação ou do silêncio, dos aplausos ou da vaia, da euforia do sucesso ou da tristeza da decepção.

     Será que é melhor esperar o fim das coisas para tomar pé do que já aconteceu. Devemos sim, fazer o nosso melhor como seres humanos, como filhos de Deus, durante o decorrer de tudo. Pedir sabedoria, discernimento a Deus para não só para 'just do it', mas sim 'just do the best of it'.

     Charles Chaplin, muito sabiamente, disse: "A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos".

     Se soubermos administrar bem a nossa vida, veremos que o decurso dela é o momento mais importante, é o instante da execução, de a construirmos bem ou mal, mais do que o final dela; veremos que uma viagem não se limita as partidas e chegadas, mas o seu transcurso que evoca uma beleza indescritível; e, quando do momento da chegada, é simplesmente o que o apóstolo Paulo disse, e, por sinal, muito bem dito: "Combati o bom combate, acabei a carreira [corrida] e guardei [preservei] a fé". (2 Timóteo 4:7)...e, então, correr para o abraço...para o prêmio tão esperado a vida toda, ter o nome escrito no 'Livro da Vida' (Ap 13:8, 17:8)!!!

     “Eu sou o Alfa e Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, que era e que há de vir, o Todo-Poderoso.” (Ap 1. 8). Deus é o princípio, meio e fim de todas as coisas. Tudo foi feito por Ele e para Ele se fez (João 1:3). Lembre-se, você é dEle, mesmo que não queira, mas Ele nos dá a chance de escolher entre estar com Ele ou não, no final de tudo, você vai saber disso. Vai apostar?! Vai 'pagar' para ver?!

      Louvor: How Great Is Our God (World Edition)

      Seja abençoado em nome de Jesus!!!



terça-feira, 12 de maio de 2015

Sendo Tratado por Deus...com Deus Não se Brinca!!!


"Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o Senhor. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel".

     Deus trata a quem Ele ama, a quem Ele quer ter maior intimidade, ao escolhido que Ele quer trazer para debaixo das Suas asas e que por algum motivo foi "ciscar' longe dEle. Portanto, sinta-se privilegiado se você está sendo tratado por Deus, mesmo que seja 'bicado' como uma galinha bica a sua cria, ou fustigado com vara, sem dó!
     Ninguém vive um vida plena sem Deus, longe dos Seus átrios (Salmos 84:10). Você até pode pensar que pode, mas está enganando a si mesmo. A intimidade com Deus traz sentido e propósitos 'eternos' para nossa vida e Ele, ninguém melhor que Ele, sabe disso e por isso quer te tratar, 'ovelha negra'!!!
    Quando Deus disse a Jeremias em (Jr 18:2) que Ele deveria 'descer' a casa do oleiro, já evidenciava que devemos deixar o nosso orgulho, nossa soberba e nos humilharmos na Sua presença indo até à Sua casa (a Casa do Oleiro, casa de oração). No mesmo versículo Ele diz que estando lá, devemos deixar de ser arrogantes e prepotentes, e parar para O ouvir e submetermo-nos à Sua palavra, isto é, parar tudo para ouvir e nos render à Sua voz.
     Quando não nos submetemos a disciplina de Deus, tornamo-nos insensíveis ao Espírito Santo, reincidentes por livre escolha, pecando sem arrependimento, deliberadamente contra Ele, assim, Ele também se retirará de nós. Este é o pecado contra o Espírito Santo que Cristo fala; a blasfêmia contra o Espírito Santo (Mateus 2:31-32), que não tem perdão neste século, nem no vindouro, isto é, nesta vida ou na que está por vir. E não importa o tipo ou tamanho do pecado, o que importa e a insensibilidade do coração. O rei Manassés passou todo o seu reinado fazendo o que Deus não aprova, mas no final, arrependeu-se e foi perdoado por Deus (2 Crônicas 33:1-20).
    "Seguir a Deus não é difícil; o difícil é deixar de seguir a si mesmo" - Jeferson Keidann.  O hebreus recém libertos da escravidão do Egito, saíram fisicamente deste, porém carregaram o Egito espiritual (escravidão) com eles, não sendo permitido por Deus que entrassem na terra prometida e morreram no deserto (Hebreus 3:7-12) - só a geração seguinte entrou pois, aqueles, permaneceram com dureza de cerviz, mesmo diante de tantos milagres e bençãos, mantendo-se presos ao seus medos, egoísmos e murmurações, em suma, a si mesmos, não se libertando para o agir de um Deus misericordioso em suas vidas. Ainda hoje é assim, damos mais importância ao que vemos, as coisas visíveis, do que as invisíveis e muitas vezes 'banalizamos' o sobrenatural de Deus.  O agir de Deus não se palpa, é fé e resultados da certeza do kairos de Deus. Aquele que morre [não só a morte do corpo, mas a renúncia de si mesmo; morre para as suas vontades, para o seu egocentrismo]  por amor a Deus, ganha a sua vida [uma vida plena terrena aqui e futura nas regiões celestiais] - Mateus 16:25.
     Mas há uma esperança: Deus é sensível a um coração quebrantado [humilhado] e contrito [arrependido] - Salmos 51:17 e se nós reconhecermos a nossa pequenez diante dEle, o Todo-Poderoso, o Altíssimo e pedirmos perdão sincero pelos nossos pecados mudado a nossa atitude não mais cometendo os mesmos delitos, ao invés de ficarmos arranjando desculpas esfarrapadas, fazendo-nos de coitadinhos, e alimentarmos os nossos pecadinhos de estimação, dando um desvio de 180 graus para o pecado e não convivendo mais com eles; Ele, o Senhor,  estará sempre pronto a nos perdoar e se esquecer destes delitos (2 Crônicas 7:14, Hebreus 10:17, Hebreus 8:12, Isaías 43:25, Jeremias 31:34). Mas não devemos nos esquecer de uma coisa, é 'cair fora' mesmo do pecado e não pecar mais para que coisa pior não nos suceda (João 5:14), pois com Deus 'não se brinca' (Gálatas 6:7). Ele conhece quando vem do coração, quando é autêntico ou é só de fachada (Salmos 44:21). Jesus não deixa explícito, mas muito provavelmente é a subserviência ao pecado, consequentemente, a dureza do coração, a altivez, soberba e orgulho e, indubitavelmente, a morte espiritual. Para abandonarmos de vez o pecado, não podemos vê-lo como uma coisa muito boa que estamos fazendo 'um favor' a Deus em abdicar. Isto não vai dar certo!! Logo estaremos de volta ao pecado, pois ele é como um vício, uma dependência; nos acostumamos com ele e tão logo passa a fazer parte da nossa vida. Para largá-lo de vez, temos que adquirir nojo, aversão ao pecado. A Bíblia compara o pecado, a insensatez, ao vômito (Provérbios 26:11), assim devemos olhar  o pecado, como alguma coisa que nos causa náuseas, asco, só de pensar.
     Deus quer nos moldar outra vez, pois sabe que somos falhos, mas para isso devemos nos humilhar, nos arrepender, não cometer novamente os mesmos erros e nos submeter aos Seus desígnios, para sermos cartas vivas dEle.
     Se você ao ler estas poucas palavras, encontrou nelas alguma razão para reconhecer que está em caminhos que estão te levando a se acostumar com os teus erros e que estes estão te afastando de Deus, ore assim: ~"Senhor meu Deus, sei que tenho andado na contra mão das tuas vontades, fazendo do meu eu o meu senhor. Reconheço que estou errado, e quero ir à casa do Oleiro. Quebra-me e faze-me de novo. Molda e forja o meu caráter à tua imagem e semelhança (integridade e santidade), para que eu possa buscar intimidade contigo para saber o que tu queres para esta minha nova vida. Perdoa os meus erros, as minhas transgressões e não se lembres mais deles. Cubra-me com o sangue do teu filho Jesus Cristo, para que eu não volte a pecar mais e alcance a vida eterna.  Escreva o meu nome no 'Livro da Vida'. No nome de Jesus. Amém!
    Aleluia!!! Procure uma igreja que pregue Jesus ressuscitado!! Leia a Bíblia!!! Seja abençoado em nome de Jesus!!!

Louvor: Renova-me Senhor Jesus - Aline Barros


terça-feira, 5 de maio de 2015

SOBRE ESAÚ e JACÓ: QUAL É O TEU GUISADO?



"E disse Esaú: Eis que estou a ponto de morrer; para que me servirá a primogenitura?"
     Você já provou um guisado? Este é um prato típico da culinária judaica servido no Rosh Hashaná (festividade judaica que comemora o início do ano [celebrado nos dois primeiros dias de tisri (entre setembro e outubro), Ano Novo Judaico]. A Bíblia conta que Esaú o primogênito de Jacó, estava retornando da caça muito cansado e faminto, e encontrou Jacó, seu irmão gemelar (Jacó foi o segundo a sair do útero de sua mãe, Rebecca), cozinhando um guisado vermelho (por isso se chama Edom), que por sinal, deveria estar muito aromático  e saboroso, pois deixou Esaú 'fora de si', já que estava louco de fome, fazendo que este suplicasse um pouco do guisado a Jacó. Este irmão mais novo, que não era bobo, sabendo que seu irmão mais velho estava faminto; aproveitou o ensejo, pois sabia que Esaú faria qualquer coisa para saciar a sua fome e desejo, formalizando uma troca: o guisado pela primogenitura. Por que essa troca inusitada? Por que Jacó estava tão interessado na primogenitura de Esaú?  Naquela época, o primogênito era considerado pelos judeus como o mais puro e mais forte, pois Deus privilegiava a primogenitura, sendo considerado o melhor representante de sua linhagem, com a atribuição de privilégios e responsabilidade, dupla porção da herança entre seus irmãos e liderança da família, novo chefe e líder espiritual da casa, devendo cuidar da mãe até a sua morte e das irmãs solteiras até o casamento, mas esse direito a primogenitura poderia ser vendido, por isso essa 'manobra' de Jacó. O tanto do interesse de Jacó neste direito a primogenitura é que havia uma promessa da 'benção' de Deus feita a Abraão, seu avô, que passaria de geração em geração, pelos primogênitos, os quais receberiam a benção da primogenitura, do pai para o filho mais velho, significando a presença de Deus pelo resto de sua vida, e gerações subsequentes. 'Trocando' em miúdos essa troca: Deus ama aquele que busca a Sua presença e Esaú fez desdém dela, trocando a sua primogenitura por um prazer, uma necessidade pontual de saciar o seu desejo natural, carnal, fisiológico e não o espiritual; ao contrário de Jacó, que deu muito maior importância a ser abençoado por Deus por intermédio de seu pai, se valendo da fraqueza do seu irmão para  obtê-la. Como Isaque não sabia da intenções de Jacó e, certamente, não aprovaria a venda da primogenitura, e Jacó tinha que ser abençoado por seu pai, passando-se por seu irmão, para validar a primogenitura, pois se Esaú recebesse a benção do pai, de que adiantaria a troca.  Muito provavelmente, essa seria a intenção de Esaú, conseguindo o guisado e ainda teria a benção da primogenitura. Jacó, marotamente, adiantou-se, estimulado por sua mãe Rebecca (que tinha preferência por ele, diferente de seu pai que a tinha por Esaú), apressando-se em ser abençoado por seu pai, aproveitando que seu pai pedira um prato de caça e depois dar a benção. Preparou uma refeição para Isaque antes que Esaú chegasse da caça pedida por seu pai. Não cabe a nós julgar o ato de Jacó, pois Deus tinha Seus propósitos, já sabendo de antemão o que aconteceria (vs. 25). Esaú era homem do campo e Jacó caseiro; possivelmente, Jacó estava mais inteirado sobre a relevância da promessa do que Esaú que, por ser homem de caça e o primeiro da linhagem da primogenitura, fosse talvez bastante orgulhoso e arrogante, passando a maior parte do tempo fora, caçando; enquanto que Jacó, de temperamento mais simples, ficava com sua mãe na cozinha aprendendo sobre as tradições familiares e ouvindo a conversa dos mais velhos (vs. 27).  A relevância neste episódio bíblico é que na maioria da vezes agimos como Esaú e não como Jacó. Ao invés de fazermos tudo que estiver ao nosso alcance,  para termos a presença de Deus em nós e obtermos o direito de herança por adoção, dada a Abraão, agimos como Esaú, orgulhosos e soberbos, deixando de lado as promessas de Deus para a nossa vida,  interessando-nos somente pelo que vemos, pelo que é material; trocando nosso direito como filhos do Pai Eterno, por prazeres efêmeros e satisfazendo-nos com coisas fugazes. Esquecemos que estes prazeres, como o adjetivo já diz, passam rapidamente, enquanto a benção de Deus alcança gerações e mais gerações daqueles que O obedecem e dEle se agradam. Quão 'bocós' somos, lambendo os beiços, por um 'guisado' (bens materiais, poder, orgulho, sexo ilícito, etc.) que sacia a 'fome' por pouco tempo, não nos satisfazendo de todo e, tão logo, sentiremos de novo esses desejos, sendo compelidos a fazê-lo novamente, acostumando-nos aos 'guisados' (é muito fácil acostumar-se com os prazeres efêmeros, principalmente se não houver alguma consequência imediata - e o diabo sabe disso), deixando de nos saciarmos com o maná de Deus que alimenta o corpo e a alma preparando-nos para a vida eterna com Ele, já que somos os primogênitos da criação. 
     Você está se saciando, preenchendo as suas necessidades com 'guisados' terrenos? Qual o seu 'guisado' preferido (luxúria, prevaricação, propinas, pornografia, apego ao dinheiro e bens materiais, poder, etc.)? O que é mais importante para você: agradar-se a si mesmo, fazendo tudo o que tem vontade, saciando-se ou agradar a Deus,  que exige abdicação e obediência?
     Ore a Deus pedindo para que Ele te mostre aonde está o teu 'tesouro', a tua fraqueza (geralmente, coisas materiais que você "não abre mão", ou acha que não tem "nada a ver"), pois ali estará o teu coração.
     Seja abençoado por Deus hoje e sempre!.